sábado, 25 de julho de 2020

Crônicas I - Uma volta depois de meses de isolamento

Depois de quatro meses em isolamento, desde o início da quarentena, que pra mim começou no dia 18 de março, essa foi a primeira vez que saí de casa sem ter sido para cumprir algum objetivo específico, embora tenha acompanhado pessoas que saíram com fins exclusivamente terapêuticos, razão sem a qual eu teria permanecido em clausura.




Na primeira das duas vezes, era um dia de sol forte e céu absolutamente azul. Praia de Boa Viagem. Maré baixa, belos arrecifes à mostra, e ondas sempre fortes quebrando em suas paredes. Poucas pessoas circulavam na areia, detalhe que garantiu o afastamento com bastante tranquilidade durante os poucos minutos em que lá permanecemos.




Uma grande maioria de pessoas usando máscaras apontava realmente para o vivenciar de uma nova realidade, mas ainda assim pairam as dúvidas sobre um duradouro esclarecimento de todos em relação à permanência desses hábitos. Tenho para mim a sensação de que a pandemia que nos assola é apenas o começo de uma série de crises mundiais que caberá à humanidade enfrentar durante esse ainda jovem e desafiador século XXI.





Vírus, máscaras, estocagem e escassez de mercadorias, suspensão de atividades e corrida desesperada por uma vacina compõem um cenário frequentemente descrito em letras de Metal Extremo, em contos, livros, séries e filmes de suspense ou ficção, e seus apreciadores já estão relativamente familiarizados com esse cenário meio futurístico e meio apocalíptico que nos enredou repentinamente. É meio surreal estar vivenciando tudo isso.




Logo retornei para minha clausura e me refugiei entre os livros, os papéis e as canetas, e também entre as redes, as lives e os streamings. O isolamento atual se deu em função de uma necessidade, mas é uma situação na qual se pode usufruir de incontáveis fontes de prazer. A solidão (pra mim) realmente é um luxo!


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